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Acordo Mercosul-UE redefine cenário empresarial
Tratado amplia acesso global e exige adaptação regulatória das companhias brasileiras
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 02/03/2026 03:59
Consultoria de Negócios
Divulgação/TMF Group

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, firmado em janeiro, reúne 31 países e 700 milhões de consumidores, criando uma das maiores áreas comerciais do mundo. Apesar da assinatura formal, a ratificação pode levar até dois anos, já que o Parlamento Europeu encaminhou o tratado ao Tribunal de Justiça da UE.

Segundo a TMF Group, os efeitos vão além da eliminação de tarifas, exigindo revisão de modelos tributários, estruturas societárias e estratégias operacionais. A conformidade regulatória passa a ser decisiva, diante das exigências europeias mais rigorosas em governança, rastreabilidade e diligência prévia.

No Brasil, setores como serviços, logística, energia, mineração e tecnologia devem sentir impactos relevantes. No agronegócio, exportações de carne bovina, soja, café e etanol terão tarifas reduzidas, mas dependerão do cumprimento de critérios ambientais e de rastreabilidade para acessar o mercado europeu.

A indústria também precisará se adaptar. Em 2025, o comércio bilateral Brasil-União Europeia somou US$100 bilhões, equivalente a 16% das exportações brasileiras. Esse volume reforça a necessidade de ajustes em cadeias produtivas e modelos de governança para sustentar competitividade.

Para especialistas, empresas que anteciparem mudanças regulatórias e estruturais poderão transformar exigências em vantagens estratégicas. O tratado abre espaço para investimentos produtivos e maior inserção do Mercosul em cadeias globais de valor, mas a adaptação será determinante para capturar os benefícios.

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