O verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961, segundo o INMET, e trouxe reflexos diretos no bolso da população. Pesquisa da Serasa mostra que 77% dos brasileiros percebem aumento nos gastos durante a estação, com a conta de luz como principal vilã. Muitos chegam a reduzir o uso de ar-condicionado ou evitar equipamentos em horários de pico para tentar economizar.
A busca por alternativas cresceu nos últimos anos, com destaque para a instalação de placas solares. Porém, relatos de consumidores em plataformas digitais indicam que o processo exige cuidados técnicos e pode gerar problemas como infiltrações e baixa eficiência quando mal dimensionado. Além disso, o fim da isenção do Imposto de Importação sobre módulos fotovoltaicos encarece os equipamentos, que podem ter alíquota de até 25% até 2026.
Nesse cenário, soluções como a geração compartilhada ganham espaço. O modelo permite economia de até 25% na fatura sem necessidade de obras, convertendo a energia produzida em créditos na conta de luz dos cooperados. Regulamentada pela ANEEL, a modalidade oferece ainda proteção contra bandeiras tarifárias, garantindo desconto proporcional às variações da tarifa.
Segundo Bruno Marques, diretor da NEX Energy, a geração compartilhada ajuda a manter a economia mesmo em períodos de alta no custo da energia. A alternativa surge como opção viável para quem busca consumir energia renovável sem os riscos e custos da instalação própria.
Para consumidores que não querem mais precisar desligar equipamentos elétricos ou o ar-condicionado no verão, conhecer modelos de geração distribuída pode ser o primeiro passo para reduzir gastos e adotar energia limpa de forma prática e segura.