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Capim-capeta ameaça pecuária brasileira
Infestação reduz lotação e receita anual das pastagens
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 11/03/2026 07:25
Agronegócio
Divulgação/Ihara

O avanço do capim-capeta (Sporobolus spp.) tem preocupado pecuaristas em diversas regiões do Brasil. Considerada uma das plantas daninhas mais agressivas das pastagens, a espécie pode reduzir em até 40% a capacidade de lotação das áreas infestadas, comprometendo diretamente a produção de carne e leite. Além disso, a presença da planta pode desvalorizar propriedades rurais, tornando algumas áreas inviáveis para a atividade pecuária.

O impacto econômico é significativo. Em uma fazenda com capacidade original de 2,0 unidade animal por hectare, a infestação pode provocar perda de até 0,8 UA/ha. Isso representa cerca de 12,8 arrobas a menos por hectare ao ano, o que equivale a uma redução de aproximadamente R$ 3.200,00 em receita anual. A disseminação rápida e intensa da planta amplia a preocupação dos produtores.

Uma única touceira pode produzir até 200 mil sementes por ano, que permanecem viáveis no solo por até uma década. As sementes se espalham facilmente por pneus, equipamentos agrícolas, fezes de animais e até pela água da chuva, colonizando novas áreas em pouco tempo. Em três a quatro anos, o capim-capeta pode dominar grandes extensões, especialmente em pastagens degradadas ou mal manejadas.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de estratégias modernas de manejo. O herbicida pós-emergente Targa Max HT, da IHARA, é atualmente o único produto registrado para o controle do capim-capeta em pastagens, com eficácia comprovada em ensaios realizados por instituições como Embrapa e UNEMAT. A solução apresenta boa seletividade e dispensa adjuvantes, oferecendo maior praticidade ao produtor.

Para um setor que depende diretamente da qualidade das pastagens, investir em manejo e inovação é essencial. O controle eficiente do capim-capeta garante a preservação da capacidade de lotação, protege a produtividade e assegura a sustentabilidade econômica da pecuária brasileira. Cuidar do pasto, afirmam especialistas, é investir em uma base sólida para rebanhos mais saudáveis e rentáveis.

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