A falta de profissionais qualificados em tecnologia não é o único fator que leva empresas de setores como construção, agroindústria, varejo e indústria a buscar terceirização estratégica. A digitalização acelerada exige equipes especializadas para projetos pontuais, como migração para a nuvem, reforço em cibersegurança ou implantação de novos sistemas.
Nesse cenário, a alocação de profissionais e a formação de squads ganham protagonismo. Segundo Guilherme Balbino de Moraes, da Gateware, o modelo garante velocidade e expertise: “O mercado exige profissionais com visão de negócio e maturidade técnica. A alocação permite que eles cheguem preparados e focados em entregar resultado”.
O modelo traz eficiência em períodos críticos, reduz riscos trabalhistas e garante previsibilidade orçamentária. Como não há vínculo empregatício direto, evita passivos e assegura conformidade legal. Além disso, profissionais acumulam repertório técnico e visão estratégica ao atuar em diferentes projetos e setores.

Estudo da IDC aponta que o Brasil precisará de mais de 400 mil profissionais de TI em 2026. Globalmente, levantamento da CompTIA mostra que 40% das empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas. A lacuna de especialização em áreas como inteligência artificial, dados e cloud computing amplia a pressão.
Para Guilherme, o diferencial está também na postura: “O profissional de TI deve estar conectado com o negócio e se sentir responsável pelo impacto daquilo que desenvolve”. A terceirização estratégica, nesse contexto, surge como solução flexível para atender à demanda crescente por inovação e digitalização.