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Agropalma é premiada como protagonista da transição energética
Empresa brasileira reduz emissões e custos com caldeira de biomassa, tornando-se referência em eficiência e competitividade
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 08/04/2026 13:54 • Atualizado 08/04/2026 13:55
Energia
Divulgação/Agropalma

A descarbonização das matrizes térmicas desponta como um dos maiores desafios da indústria na transição energética. Nesse cenário, a Agropalma, referência mundial em soluções sustentáveis com óleo de palma, acaba de ser reconhecida como “Protagonista da Transição Energética” após completar dois anos de operação de sua caldeira de biomassa em Limeira (SP).

O prêmio foi concedido pela Ecogen, parceira estratégica responsável pelo desenvolvimento, implementação e operação do projeto. A homenagem destacou a sinergia entre as duas empresas na busca por eficiência energética e conformidade ambiental, consolidando o projeto como exemplo prático de transição energética viável e sustentável.

Segundo Julio Yassuhira, Co-CEO Executivo da Ecogen, a planta foi concebida para garantir suprimento contínuo de vapor e impulsionar a transição energética. “Aplicamos toda a evolução do que havíamos aprendido até então e concretizamos esse objetivo. Esse é o projeto-modelo utilizado como exemplo para tantos outros”, afirmou.

O impacto ambiental é expressivo: a substituição do gás natural pela biomassa de eucalipto reduziu 13 mil toneladas de CO₂ por ano, totalizando 26 mil toneladas em dois anos. O resultado equivale ao plantio de 182 mil árvores, reforçando o caráter de ciclo de carbono fechado da biomassa.

Para André Gasparini, diretor Comercial, de Marketing e P&D da Agropalma, a iniciativa fortalece a meta de reduzir em 50% as emissões operacionais até 2030. “A transição energética não é mais diferencial, mas requisito de competitividade. Ao optarmos pela biomassa, protegemos o meio ambiente e blindamos a operação contra a volatilidade dos combustíveis fósseis”, destacou.

Além dos ganhos ambientais, o projeto trouxe robustez econômica. A economia anual estimada entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões protege a companhia das variações cambiais e dos preços do gás natural. A caldeira foi projetada com filtros de última geração para limitar emissões de particulados, atendendo às normas do Conama e da Cetesb.

Edison Delboni, diretor Industrial da Agropalma, ressaltou que o ativo tecnológico garante segurança operacional e capacidade de expansão da produção. “Estamos satisfeitos com os resultados e felizes pelo reconhecimento da nossa planta, que já serve como modelo para outras empresas”, disse.

A estratégia de descarbonização da Agropalma vai além das caldeiras. Em Belém (PA), a empresa inaugurou uma usina de biocombustíveis com tecnologia 100% enzimática, capaz de evitar 39 mil toneladas de CO₂ por ano ao transformar resíduos da palma em energia limpa.

No campo logístico, a companhia investe em caminhões movidos a GNV, incentiva a adoção do padrão Euro 6 e estuda alternativas como biometano e veículos elétricos. Essas iniciativas reforçam a visão integrada da Agropalma, que alia sustentabilidade, competitividade e inovação para consolidar-se como referência na transição energética brasileira.

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