Os preços do tomate registraram forte alta na terceira semana de janeiro nas principais centrais atacadistas do País. Em praças como Rio de Janeiro, Campinas e Belo Horizonte, as cotações do tomate salada longa vida tipo 3A chegaram a subir entre 30% e 50%, reflexo da menor oferta de frutos com padrão comercial e da desaceleração da colheita em áreas que atingiram o pico produtivo no início do ano.
Especialistas apontam que a valorização reforça a importância de práticas agronômicas voltadas à resiliência das lavouras. A preparação adequada do solo antes do plantio é considerada determinante para o desenvolvimento radicular, favorecendo maior absorção de água e nutrientes, além de reduzir riscos de estresse hídrico e doenças. Correção de pH, uso de composto orgânico e manejo eficiente são medidas que contribuem para maior estabilidade frente às variações climáticas.
Para empresas do setor, como a Giroagro, o cenário positivo estimula investimentos em pesquisa e inovação. Segundo o Ceo Leonardo Sodré, soluções tecnológicas adaptadas às diferentes realidades do campo brasileiro são fundamentais para ampliar produtividade e sustentabilidade. A adoção de práticas robustas, começando pelo solo, é vista como estratégica para garantir competitividade e rentabilidade ao produtor rural.